| Data. | 13.06.2006 |
| Competição. | Copa do Mundo |
| Nível | Primeiro turno |
| Cidade | Berlin |
| País. | Alemanha |
| Estádio. | Olympiastadion |
| Arbitros. | M. Benito Archundia (Mexique) |
| Brasil | Croácia |
| Kaká 43'
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| Brasil | Croácia |
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Dida
Cafu Juan Lúcio Roberto Carlos Emerson Zé Roberto Kaká Ronaldinho Ronaldo Adriano Robinho 70' < > Ronaldo Treinador : Parreira |
Pletikosa Babic Simunic Robert Kovac Simic Srna Niko Kovac Tudor Niko Kranjcar Prso Jerko Leko (Niko Kovac, 41') Olic (Klasnic, 57') |
Não foi o espetáculo que o mundo esperava, mas o Brasil fez seu papel na estréia da Copa do Mundo, bateu recorde e venceu a Croácia, por 1 a 0, nesta terça-feira, no Olympiastadion, em Berlim. Como ocorreu em 2002, a seleção brasileira enfrentou logo de cara o adversário mais difícil de sua chave ainda sem o melhor entrosamento e forma física.
A primeira apresentação do “quadrado” na Copa do Mundo começou gerando a polêmica que deve prosseguir até o final da competição. A marcação adversária foi forte e se viu pouca magia em campo. Em compensação, faltou ajuda de Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho na defesa (Kaká correu muito). Robinho entrou no segundo tempo e já ameaça a titularidade do Fenômeno.
Para piorar, o time de Carlos Alberto Parreira se uniu à Austrália na liderança do Grupo F, porém em desvantagem no saldo de gols. O time brasileiro volta a jogar no domingo, contra o representante da Oceania, às 13 horas (de Brasília).
O Brasil começou bem no jogo, mas perdeu o ímpeto logo nos primeiros minutos. A Croácia provou não ser um time ingênuo, merecendo assim o posto de favorita ao segundo lugar do Grupo F.
Apesar da marcação pressão pedida por Parreira, os croatas exploraram bem as costas do capitão Cafu no primeiro tempo. No ataque, o “quadrado mágico” exibia alguma eficiência ofensiva, principalmente com Kaká. Ronaldo e Adriano esperavam na área, mas faltou um passe açucarado para que eles conseguissem bater em gol.
Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho notaram que seria difícil penetrar tocando a bola e arriscaram bons chutes de longa distância. Ronaldo se movimentou muito pouco e as primeiras dúvidas em relação ao “quadrado mágico” com dois jogadores de área começaram a surgir na cabeça do torcedor.
O gol não saia e a tensão crescia. Aos poucos, a Croácia se soltava e chegou a pegar a defesa brasileira no mano a mano devido à falta de colaboração dos homens de frente brasileiros na marcação.
A sorte começou a sorrir para o Brasil e Niko Kovac, o cérebro da equipe adversária saiu contundido de campo. Após jogada de Cafu, Kaká fez um golaço de fora da área, abrindo o placar aos 44 minutos.
Dida, enfim, teve trabalho. A Croácia voltou bem após o intervalo e assustou a zaga brasileira várias vezes. Muitas foram as defesas do goleiro brasileiro, que viu seu time perder a supremacia da posse de bola porque Adriano e Ronaldo não se movimentavam bem no ataque e armavam assim a saída rápida dos croatas.
Ronaldinho Gaúcho perdeu um gol de cabeça e o Brasil passou a tomar um sufoco enorme. Assustado, Parreira, enfim, cansou de insistir em Ronaldo e escalou Robinho, aos 25 minutos.
A alteração surtiu efeito imediatamente e o toque de bola brasileiro passou a ser aquele que todos queriam ver. A Croácia, no entanto, não se acanhou e continuou pressionando.
O sofrimento seguiu até os últimos minutos e a torcida brasileira suspirou de nervosismo nos acréscimos. Não foi a estréia que todos queriam, mas o resultado foi positivo.