| Data. | 22.06.2006 |
| Competição. | Copa do Mundo |
| Nível | Primeiro turno |
| Cidade | Dortmund |
| País. | Alemanha |
| Estádio. | Westfalenstadion |
| Arbitros. | M. Eric Poulat [France] |
| Brasil | Japão |
| Ronaldo 46'
Juninho Pernambucano 53' Gilberto 59' Ronaldo 81' |
Tamada 34'
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| Brasil | Japão |
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Dida
Cicinho Lúcio Juan Gilberto Gilberto Silva Kaká Juninho Pernambucano Ronaldo Ronaldinho Robinho Zé Roberto 71' < > Kaká Ricardinho 71' < > Ronaldinho Rogério Ceni 82' < > Dida Treinador : Parreira |
Kawaguchi Hidetoshi Nakata Ogasawara Nakamura Maki Santos Inamoto Tsuboï Tamada Kaji Nakazawa Koji Nakata (Ogasawara, 56') Takahara (Maki, 60') Oguro (Takahara , 66') |
Sem cinco dos tidos titulares, o Brasil atropelou o Japão, de virada, por 4x1, nesta quinta-feira (22), no Estádio West Falen Stadion, em Dortmund, e fechou a primeira fase do Mundial na liderança do grupo F, com 100% de aproveitamento. Pela primeira vez nesta Copa, a Seleção venceu e convenceu. Os gols brasileiros foram marcados por Ronaldo (2), Juninho Pernambucano e Gilberto. Agora, o Brasil se prepara para as oitavas-de-final, quando enfrentará Gana (segunda colocada do grupo E), na próxima terça-feira (27), às 12h, em Dortmund.
Jogo -As cinco alterações deram um "gás" maior a Seleção Brasileira, que começou a partida com uma postura bem diferente da apresentada nas duas primeiras rodadas da Copa. As entradas de Robinho e Juninho Pernambucano deram maior movimentação ao setor ofensivo, alvo principal das críticas ao atual esquema da equipe. Antes do 30 minutos do primeiro tempo, o Brasil já havia finalizado com perigo cinco vezes, esbarrando num inspirado goleiro japonês, Kawagushi. Mas a defesa não esteve tão segura quanto em outras oportunidades. O Japão encontrou muitos espaços pelo setor direito de seu ataque, explorando as jogadas em velocidade.
Depois dos 30 minutos, o Brasil perdeu sua velocidade e passou a levar menos perigo a meta do goleiro Kawagushi. Menos sufocado, o Japão criou coragem para dar suas investidas no ataque e, aos 33, achou seu gol em uma jogada pela esquerda. A defesa brasileira falhou ao tentar fazer uma linha de impedimento, deixando Tamada livre para abrir o placar. Japão 1x0. Motivados pela vantagem no placar, os japoneses seguiram atacando, até porque o resultado ainda não os classificaria às oitavas-de-final - naquele momento precisavam fazer mais três gols.
Depois do gol, o Brasil passou alguns minutos recuado, tentando sem sucesso armar contra-ataques em velocidade. Até que no apagar das luzes do primeiro tempo, aos 46 minutos, a Seleção encontrou o empate, ao "rodar" a bola no campo ofensivo. Em uma bela troca de passes, que partiu dos pés de Ronaldinho Gaúcho pela esquerda para o lateral Cicinho na direita, terminou na cabeça de Ronaldo, que dentro da área só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. 1x1.
Para o segundo tempo, o Brasil voltou sem alterações e com a mesma disposição que começou a partida. Mais uma vez, o goleiro Kawagushi brilhou, com importantes defesas. Mas movimentação do setor ofensivo envolveu a defesa japonesa, que deixou muitos espaços para os atacantes brasileiros. Logo aos cinco minutos, uma bela tabela entre Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo terminou com a finalização para fora. Até que aos oito, Juninho Pernambucano soltou um "pertado" da intermediária, que Kawagushi aceitou. Brasil 2x1.
Em vantagem no placar, a Seleção desencantou. Com uma grande movimentação, Ronaldinho Gaúcho e Robinho abriram espaços para armar boas jogadas. E em um lançamento do "Melhor do Mundo", o lateral-esquerdo Gilberto invadiu a aréa sozinho e bateu rasteiro na saída do goleiro Kawagushi. Brasil 3x1, aos 14 minutos.
Com o terceiro gol, a Seleção "pisou no freio", passando a priorizar a posse de bola. Até que aos 36 minutos, em uma "aventura" do zagueiro Juan no ataque, a bola sobrou na entrada da área para Ronaldo, que bateu com consciência no canto esquerdo da meta japonesa. Brasil 4x1. Este foi o segundo gol de Ronaldo na partida e o 14º dele em Copas, o deixando na liderança da tábua de artilheiros da história dos Mundiais, ao lado do alemão Gerd Müller.